
Uma estratégia conhecida
O nosso querido e estimado quase ex-senador Irajá Abreu, aquele que já rifou o próprio sobrenome para se eleger em 2018. Depois, rifou a candidatura ao Senado da mãe, em 2022. De quebra, ainda rifou Amastha e Osires Damaso no mesmo ano para ser candidato ao Governo do Tocantins, e conseguiu nem ficar entre os três primeiros.
Esse mesmo Irajá, agora, rifa Laurez Moreira sem titubear ou pensar duas vezes.
Quem me acompanha há mais tempo por aqui já sabia desse desfecho. Irajá quer se eleger a todo custo e fará o que for preciso para isso.
O cálculo político
Ao se retirar da convenção do PSD, faz mais uma jogada estratégica. Sabe que, no fim das contas, Kassab pode lhe entregar a candidatura e a carta de alforria para apoiar quem quiser na disputa pelo Governo do Tocantins.
O plano de Irajá, agora, é rifar as candidaturas de Vicentinho Júnior e Amélio Cayres e, de quebra, atrapalhar Alexandre Guimarães na corrida pelo Senado.
Tudo isso para realizar seu objetivo, que é claro: garantir a reeleição.
Tenho que reconhecer que a jogada é inteligente, apesar das contestações morais que possa gerar. Irajá reage com eficiência ao que, até pouco tempo atrás, parecia inevitável: uma derrota eleitoral.
O que pode acontecer
O que vai acontecer na prática, eu não sei. Não tenho bola de cristal.
Mas, num primeiro momento, Vicentinho ganha força política ao ter Irajá em seu palanque. Por outro lado, perde discurso e compromete o equilíbrio interno do grupo formado com Amélio Cayres e Alexandre Guimarães.
Acho que, no fundo, esse casamento não vai acontecer. O nosso quase ex-senador deve continuar sendo candidato de várias canoas.
O problema é que, se uma dessas canoas virar, ele pode acabar afundando junto.
E você, o que acha desse movimento político? Deixe sua opinião nos comentários.
Por: Junior Grings | Portal Imediato





