Araguaína realiza mutirão para reduzir filas de atendimento a pacientes com autismo

Mais de 500 atendimentos serão realizados no CER durante força-tarefa com apoio do CNJ.
Imediato News

A Prefeitura de Araguaína iniciou nesta segunda-feira, 6, um mutirão para reduzir a fila de atendimentos de pacientes com Transtorno do Espectro Autista no Centro Especializado em Reabilitação (CER). A ação segue até o domingo, 12 de abril, com funcionamento das 7h às 18h.

A força-tarefa é realizada em parceria com o Conselho Nacional de Justiça e integra a 2ª Semana Nacional de Saúde. A expectativa é realizar 516 atendimentos ao longo dos seis dias, contemplando tanto pacientes que aguardavam a primeira consulta quanto aqueles que já estão no sistema e esperavam início das terapias.

Os atendimentos incluem avaliação global e consultas com especialistas em neuropediatria e psiquiatria, além de acompanhamento multiprofissional com fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e assistentes sociais.

Impacto direto nas famílias

A ação já começa a aliviar a rotina de famílias que dependem do serviço. É o caso do professor João Paulo Bispo Neves, que se mudou de Piçarra para Araguaína em busca de atendimento para o filho. Segundo ele, o suporte recebido tem sido essencial.

Outro exemplo é o paciente Rafael Moura, morador de Ananás, que realiza tratamento contínuo no local após diagnóstico de Ataxia Espinocerebelar Tipo 7. Sem cura, a condição exige acompanhamento constante para retardar os sintomas.

Estrutura e acolhimento

Além dos atendimentos, o mutirão conta com uma estrutura voltada ao acolhimento das famílias, especialmente das crianças, com atividades recreativas, distribuição de lanches e presença de personagens infantis. Uma ambulância também permanece de prontidão durante toda a ação.

Referência regional em saúde

O CER de Araguaína é referência para cerca de 42 municípios das regiões do Bico do Papagaio e Médio Norte Araguaia. Atualmente, a unidade acompanha quase mil pacientes por mês em tratamentos contínuos, que seguem normalmente durante o mutirão.

De acordo com a superintendente de atenção especializada da Secretaria Municipal da Saúde, Larissa Xavier, um dos desafios é a escassez de profissionais especializados no país. Para suprir a demanda, o município tem buscado profissionais até mesmo em outros estados.

A iniciativa reforça a tentativa de reduzir a demanda reprimida e ampliar o acesso ao diagnóstico e tratamento, em um cenário de crescimento no número de casos e alta procura por serviços especializados.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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