
Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (28) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e pela Receita Federal do Brasil investiga um esquema de infiltração do Primeiro Comando da Capital no setor de combustíveis em cinco estados brasileiros.
Batizada de “Fluxo Oculto”, a ação ocorre em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. O objetivo é desmontar uma estrutura suspeita de envolvimento com fraudes fiscais, lavagem de dinheiro, sonegação e adulteração de combustíveis.
Segundo as investigações, o foco principal está em seis fintechs apontadas pelas autoridades como “bancos paralelos”, usados para movimentações financeiras ligadas ao esquema criminoso.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo, essas empresas teriam criado um sistema interno de compensações financeiras envolvendo distribuidoras, postos de combustíveis e fundos de investimento administrados pelo PCC.
A investigação também apura o desvio de nafta petroquímica, um derivado usado como solvente industrial, que estaria sendo direcionado ilegalmente para postos e terminais de combustíveis. A suspeita é de que o produto fosse utilizado na adulteração de combustíveis vendidos ao consumidor.
As autoridades apontam ainda a existência de empresas fantasmas utilizadas para ocultar recursos e dar aparência legal às operações financeiras da organização criminosa.
A operação Fluxo Oculto é uma nova etapa da investigação chamada Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis e no sistema financeiro paralelo.
Ao todo, estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão com apoio de equipes dos Gaecos e dos Ministérios Públicos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
Por: Warley Costa | Portal Imediato





