Mulher presa por stalker médico enviou 1,3 mil mensagens e ligou 500 vezes em um único dia

Os relatos foram revelados pelo médico, que preferiu não ser identificado, ao programa “Fantástico” deste domingo (19).
Foto da Polícia Civil de MG

A jovem Kawara Welch, presa no início do mês por stalkear um médico, chegou a enviar 1.300 mensagens e a ligar 500 vezes em um único dia. Os relatos foram revelados pelo médico, que preferiu não ser identificado, ao programa “Fantástico” deste domingo (19). “Eu troquei de número de celular umas três ou quatro vezes, mas parei de trocar porque vi que era totalmente inútil. Ela tinha uma facilidade incrível em achar meu número novo”, contou.

Os dois se conheceram em 2018, quando, segundo o médico, Kawara tinha problemas de depressão. Após outros dois atendimentos, a jovem procurou a clínica onde o médico trabalha e foi quando a perseguição começou. “Ela teve acesso ao meu celular e começou a passar mensagens e fotos perturbadoras”, contou. Quando Kawara passou a mandar mensagens em tom de ameaça, ele decidiu parar de atendê-la na clínica, mas a mulher insistia em buscá-lo. Segundo o médico, a jovem também fez ligações insistentes para sua mulher e para o filho do casal, além de persegui-lo nas ruas.

Kawara, que se identifica como artista visual nas redes sociais, foi presa em flagrante na quarta-feira (8) em Uberlândia. Ela já havia sido presa em 2023, mas pagou uma fiança de R$ 3,5 mil e passou a responder o processo em liberdade. Em março do mesmo ano teve a prisão preventiva decretada por descumprir as medidas cautelares e, desde então, era considerada foragida.

Ainda sobre o assunto de perseguição

Imagem: Richard Gadd e Jessica Gunning em ‘Bebê Rena’ — Foto: Ed Miller/Netflix

A mulher apontada como a “Martha da vida real”, em referência à série de sucesso “Bebê Rena” (Netflix), parece já ter um novo alvo para perseguir. O repórter Neil Sears, do jornal britânico Daily Mail, escreveu um texto em que mostra que recebeu uma “tsunami” de ligações da mulher depois de ter feito uma entrevista de três horas com ela. 

“Em 30 anos de jornalismo – incluindo a ocasião em que o comediante que se tornou teórico da conspiração Russell Brand se ofendeu com o que escrevi sobre ele e virou os seus oito milhões de fãs contra mim – nunca encontrei um tsunami de telefonemas tão grande”, escreveu Sears.

Sears conta que deu o telefone para ela, porque é “perfeitamente compreensível que um entrevistado queira contactar o jornalista que contaria a sua história ao mundo, talvez com reflexões e observações adicionais ou para corrigir alguns fatos”. Mas apenas dez minutos após a saída do apartamento da “Martha”, ela iniciou as ligações. 

“Ela ligou três vezes durante minha curta viagem para casa, todas respondidas e que duraram no total 19 minutos. No dia seguinte houve dez ligações, no seguinte 14 e no dia seguinte 24 – todas de um número sem identificador de chamadas na tela”, relatou o jornalista. “Cinco mensagens totalizando dez minutos no primeiro dia completo, nove totalizando 20 minutos no segundo, 16 totalizando 53 minutos no terceiro”.

As mensagens continham ataques a Richard Gadd, outros trabalhadores do pub em que o ator trabalhava e contra deputados escoceses. Mas também ao jornalista: “Espero que isso fique claro até para um idiota como você, e vou exigir que o jornal demita você. Não gosto de você, nunca gostei de você”.

Para quem ainda não sabe, “Bebê Rena” é a série mais comentada da Netflix desde a sua estreia, no dia 11 de abril. Escrita e estrelada por Richard Gadd, a produção baseia-se em histórias reais vivenciadas pelo artista, desde a sua chegada a Londres com o objetivo de se tornar um comediante de sucesso. 

Ao trabalhar como garçom em um pub, o homem conhece Martha, uma mulher que finge ser uma advogada de sucesso, mas não tem dinheiro nem para comprar uma bebida. Ele demonstra empatia por ela, que acaba nutrindo uma obsessão por ele. Segundo o próprio Gadd, a “Martha” da vida real lhe enviou 41.071 e-mails, 744 tweets, 46 mensagens no Facebook, cartas totalizando 106 páginas e 350 horas de mensagens telefônicas.

Atento a dicas divulgadas por “detetives” da internet, Sears chegou até a suposta “Martha”, uma mulher escocesa de 58 anos, para entrevistá-la. Ela o recebeu em seu pequeno apartamento em Londres, com caixas e pouquíssimos móveis.

“Enquanto conversávamos, ela deixou escapar que tinha um orçamento semanal para alimentação de £ 30 e isso, considerando o ambiente, parecia um tanto em desacordo com suas repetidas afirmações de que era uma advogada renomada e uma cantora talentosa. ‘Não estou exercendo a profissão agora, mas vou abrir meu próprio escritório de advocacia em breve, em Abbey Road, Londres, para representar apenas músicos”, escreveu Sears em sua reportagem. 

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