Ministério Público mantém arquivamento de inquérito da morte de empresários araguainenses

Vítimas, conhecidas como Santa Fé e Gordo da Borracharia, foram mortos durante troca de tiros enquanto cobravam dívida.

O Ministério Público do Tocantins negou o recurso que pedia desarquivamento do inquérito sobre as mortes dos empresários Alilton Naves Costa, conhecido como Santa Fé, e Delcimar Alves, conhecido como Gordo da Borracharia, durante uma cobrança de dívida em Araguaína.

O caso ocorreu em novembro de 2022 no setor Jardim dos Ipês, quando os dois foram cobrar uma dívida e acabaram mortos numa troca de tiro com o suposto devedor e sua esposa. Após as investigações, o delegado Adriano de Aguiar Carvalho concluiu que o autor dos disparos fatais agiu em legítima defesa, dele e da esposa. Diante disso, o delegado requereu o arquivamento do inquérito, decisão acatada pela 4ª Promotoria de Justiça de Araguaína.

A família das vítimas discordou da conclusão da investigação e apresentou recurso à instância superior do Ministério Público, requerendo desarquivamento dos autos. No pedido, o filho do empresário Delcimar Alves solicitou algumas diligências que, segundo ele, seriam de extrema importância para a elucidação dos fatos, principalmente a reprodução simulada dos fatos, justificando que as provas colhidas não foram suficientes para a compreensão da dinâmica do ocorrido.

O pedido foi negado pelo subprocurador de Justiça Marcelo Ulisses Sampaio, que alegou que as diligências solicitadas não seriam necessárias ou possíveis de serem realizadas. “Os elementos já apontados pela autoridade policial e pelo Ministério Público de 1º grau são suficientes para concluir que Pedro Luiz e sua esposa foram encurralados com o intuito de Alilton e Delcimar a realizarem a cobrança de dívida”, afirmou o subprocurador.

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