Grupo suspeito de planejar atentados em Brasília tinha mapas de prédios públicos e discutia uso de explosivos

Investigação aponta que integrantes analisavam plantas de ministérios, Congresso e STF e conversavam sobre ataques durante o período eleitoral. Oito suspeitos foram alvo de buscas.
Imediato News / Foto: Divulgação

Um grupo investigado por suspeita de planejar atentados terroristas no centro de Brasília durante as eleições tinha mapas de prédios públicos, incluindo ministérios, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF), segundo informações exibidas pelo Fantástico neste domingo (9).

De acordo com o programa, o monitoramento feito pelo Ministério da Justiça apontou que os integrantes não demonstravam apoio específico a partido ou político. As conversas indicariam uma atuação apartidária, voltada à ideia de promover uma ruptura por meio de ações violentas.

As comunicações aconteciam em dois grupos no Telegram. Entre os planos discutidos estava a possibilidade de atacar o local onde candidatos classificados para o segundo turno fariam um debate.

Os investigados também trocavam informações sobre fabricação de explosivos, coquetéis Molotov e outros artefatos que poderiam ser usados nas ações.

Operação cumpriu mandados em cinco estados

A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou no dia 4 de agosto a Operação Rede Interrompida para desarticular o grupo.

Segundo a investigação, os suspeitos discutiam invasões a prédios públicos, escolha de alvos, formação tática, recrutamento de pessoas em diferentes estados e análise de mapas e plantas arquitetônicas de edifícios da capital federal.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

A operação foi conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da Polícia Civil do Distrito Federal.

Conteúdo neonazista e discursos de ódio

A investigação também aponta que os integrantes utilizavam comunidades no Telegram para compartilhar conteúdo neonazista, antissemita e misógino.

Segundo a polícia, os grupos eram usados para recrutar novos integrantes, divulgar manuais de fabricação de explosivos e compartilhar estratégias de organização e propagação de discursos de ódio.

Mulheres em posições de autoridade também apareciam entre os alvos de mensagens ofensivas, conforme a apuração.

A investigação continua para apurar o grau de participação de cada suspeito e se os planos discutidos chegaram a avançar para alguma etapa de execução.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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