
Cerca de 200 pessoas participaram, nesta quinta-feira (6), de uma manifestação em Palmas em memória de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, e em defesa da campanha #JustiçaPorGustavo. Vestidos predominantemente de branco e carregando faixas e cartazes, familiares, moradores e apoiadores percorreram ruas da Capital para cobrar esclarecimentos sobre a morte da criança e a responsabilização dos envolvidos.
A mobilização começou com a concentração de participantes no Ginásio Ayrton Senna, em Taquaralto. De lá, o grupo seguiu para a região da Avenida Siqueira Campos, onde outros manifestantes se juntaram à caminhada. O trajeto terminou nas proximidades do Fórum de Palmas.
Durante o percurso, os participantes fizeram manifestações em defesa dos direitos das crianças e adolescentes e cobraram respostas das autoridades sobre o caso. Um dos gritos repetidos durante a caminhada foi: “Juntos somos mais fortes. Gustavo não está sozinho.”
Manifestação também critica alienação parental

Além do pedido de justiça pela morte de Gustavo, o ato incluiu críticas à aplicação da legislação relacionada à alienação parental em disputas familiares.
Os manifestantes defenderam mudanças na forma como denúncias envolvendo conflitos entre pais e suspeitas de violência contra crianças são analisadas pelo sistema de Justiça. A pauta também levantou discussões sobre a necessidade de priorizar a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes durante processos de guarda e convivência familiar.
A manifestação foi organizada por familiares e apoiadores de Gustavo e teve a participação de Priscila Feitosa, madrinha da criança, que esteve à frente da mobilização.
Gustavo foi encontrado morto após passar fim de semana com o pai
Gustavo foi encontrado morto na segunda-feira (3), após passar o fim de semana na casa do pai.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Tocantins. Na madrugada desta quinta-feira (6), o pai e a madrasta da criança foram presos preventivamente. Segundo a investigação, os dois são suspeitos de envolvimento na morte e são investigados pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura.
Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) apontaram que Gustavo sofreu múltiplas agressões, hemorragia interna e lesões intestinais.
A investigação também apura uma possível ocorrência de violência sexual. Segundo as autoridades, essa hipótese ainda depende da conclusão de exames complementares.
Investigação continua
O caso está sob responsabilidade da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas.
As circunstâncias que levaram à morte de Gustavo continuam sendo investigadas. A Polícia Civil deverá reunir laudos periciais, depoimentos e demais elementos para esclarecer a dinâmica dos fatos e definir a responsabilidade de cada envolvido.
Enquanto a investigação avança, familiares e manifestantes afirmam que continuarão cobrando respostas e justiça para a criança.
Por: Warley Costa | Portal Imediato





